Caramujo é um bairro de Niterói, onde fica localizada a florália.
Tem como bairros limítrofes, Baldeador, Santa Bárbara, Sapê, Ititioca, Viçoso Jardim e Fonseca.
O Caramujo limita-se com o Fonseca, Ititioca, Santa Bárbara, Sapê,
Baldeador e Viçoso Jardim, numa área que constitui o chamado "mar de
morros" que se caracteriza pela sucessão de vales e colinas de baixa
altitude, bem como a ocupação de encostas pela escassez de áreas planas.
O nome Caramujo tem origem no fato de antes haver apenas uma via de
acesso e de saída do bairro, a rua Dr. Nilo Peçanha, e pelas demais
serem bastante sinuosas, constituindo-se em um lugar onde era necessário
"dar muitas voltas" para se chegar ao destino ou para retornar ao ponto
de origem.
Atualmente o acesso se faz por todos os bairros com os quais se
limita, sendo a rua Dr. Nilo Peçanha, a rua Pastor José Gomes de Souza
(antiga rua Colônia) e o caminho Jerônimo Afonso, cujo acesso se faz
pela rua São José, as suas principais vias
A ocupação inicial se fez sob a forma de sítios e fazendas, contando
com a presença de imigrantes portugueses, italianos e alemães que ali
desenvolviam diversas atividades agrícolas e também de comércio, através
de casas de "secos e molhados" e de um abatedouro.
Já na década de 50, instalou-se o Grupo Escolar Luciano Pestre como
forma de atender às necessidades do bairro quanto à educação, evitando
que a população se deslocasse para o Centro de Niterói.
Com relação à educação,encontra-se no bairro unidades de ensino
público: a Escola Estadual Luciano Pestre, a mais antiga; a Escola
Municipal José de Anchieta, localizada no Morro do Céu; e o CIEP do
Caramujo, localizado às margens da Rodovia Amaral Peixoto. Estas escolas
atendem também à população de bairros vizinhos como Baldeador e Viçoso
Jardim. Cabe ressaltar também a Creche Girassóis, destinada aos filhos
dos catadores de lixo e que tem como mantenedora a Companhia de Limpeza
Urbana de Niterói (CLIN).
Com a chegada da Companhia Proprietária Fluminense inicia-se o
processo de loteamento do bairro, ocasionando as modificações mais
significativas entre as décadas de 50 e 60, que corresponderam a uma
sensível redução do número de sítios e fazendas (através do
parcelamento), em oposição a um considerável aumento do número de
domicílios unifamiliares, que passaram a ocupar também as encostas. A
ocupação mais intensa porém, aconteceu nos anos 70, em função do modelo
econômico adotado no país que provocou o crescimento e a multiplicação
de bairros periféricos, além do recrudescimento da favelização. O antigo
Parque da Vicência junto ao Largo do Moura, que já foi um local de
passeio e lazer das famílias, encontra-se hoje quase totalmente ocupado.
O comércio do bairro concentra-se ao longo das ruas Dr. Nilo Peçanha e
Pastor José Gomes de Souza, e compõe-se de padarias, mercados,
farmácias, açougue, lojas de materiais de construção, bares e
mercearias. Contudo, apesar de diversificado, conta com número pequeno
de estabelecimentos.
Pelo fato de o bairro ser constituído de população que, em sua
maioria, é de baixo poder aquisitivo, o comércio local acaba não
realizando grandes investimentos ou mesmo uma melhor qualificação, uma
vez que a minoria residente que tem acesso a um tipo de comércio mais
especializado acaba recorrendo ao já existente em outros bairros, como
Fonseca e Centro de Niterói.
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