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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

NOTA SOBRE O POSTINHO DO CARAMUJO

Nota sobre a Saúde no Bairro Caramujo




Ontem fiquei de fazer uma nota sobre a atual crise no posto de saúde no Bairro do Caramujo, a qual eu só faria hoje mais tarde depois de uma reunião que farei com alguns parceiros, porém, dado alguns acontecimentos, resolvi adiantar tal nota, que já estava pronta desde o momento que a citei. 

O posto de saúde no Bairro do Caramujo, a muito atende somente como um módulo do médico de família, e motivado por problemas ocorridos na comunidade do Morro do Céu, tem dado espaço ainda para o módulo daquela localidade, o que tem causado desde então certos descontentamento de alguns usuários por não conseguirem entender essa questão, acham que os médicos e técnicos que ali trabalham estão aptos a atender a todos que procuram atendimento ali. Na verdade apto estão, já que são preparados para isso, porém, não o fariam, pois o atual método diz para somente o médico ou técnico que faça o acompanhamento do paciente venha o atender.

Outra questão é o fato de falta de médicos que sempre se ouve reclamações dos usuários. O que consta é que o módulo está com o número de médicos correto para a demanda local, porém, as consultas já não são como antes. Atualmente as consultas devem ser marcadas com antecedência, e isso na maioria das vezes acontece pelo próprio técnico do módulo, que ao visitar o paciente em sua residência faz a marcação no posto, ou em outros casos agenda para que o médico se dirija até a residencia do paciente.

A falta de remédios é outra marca dos atuais problemas que ouvimos virem do antigo posto e atual módulo médico de família. Porém, é de desconhecimento da maioria dos usuários, que se a farmácia do módulo não tiver o remédio, a direção ou ainda o médico responsável, podem fazer a compra desse medicamento em farmácias conveniadas para atender a demanda. Sendo assim, pacientes que tem necessidades de medicamento especiais, tais como para tratamento específicos e de maior urgência não devem ficar sem o mesmo, tendo essa forma de se resolver o problema.

Houve algumas reuniões no módulo e na última foram levantados questões referentes a administração, que me gerou dúvidas, já que não existe mais uma administração local, mas centralizada pela Fundação de Saúde de Niterói, que tem feito uma gestão louvável, com a gerência direta do Prefeito Rodrigo Neves, que junto com o Secretário e também presidente da Fundação Chico D'Angelo, tem inaugurado novos módulos do programa médico de família pela cidade, inaugurou o UAI (para tratamento de dependentes químicos), mamógrafo, tem lutado pela reabertura da emergência do Antônio Pedro, implantou uma ambulância no Hospital psiquiátrico de Jurujuba, trouxe para Niterói um médico do programa federal MAIS MÉDICO, tem implantado na cidade o programa MAIS SAÚDE, e como primeiro ato com o prefeito Rodrigo Neves reabriu a emergência do Hospital pediátrico Getulinho. Como pois a crise nos abateu? Como dizer que estamos em crise?

Penso que o problema não está em si na administração, mas no atual modelo de administração. O molde está superado, o que tem sido defendido também pelo ministério público, e por isso, tem aparecido outras formas de administrar a saúde em nossa cidade. Forma que alguns entendem que não são as mais corretas, mas que tem sido pensada para trazer maior transparência na gestão, melhor facilidade para os gestores públicos em busca sempre de um melhor atendimento aos usuários.

Por tanto, é buscar se informar melhor, e aguardar os ventos positivos, não calado, sem colocar o que se pensa em discussão, mas com entendimento que quando algo está muito enferrujado é necessário um pouco mais de trabalho para que tudo entre nos conformes.

O CPM - CARAMUJO está de olho e do lado certo, do povo do nosso Bairro e de nossa cidade.

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